e tambores como trovões
dizendo
que estrondo de festa é a nossa!
essa resiliência
das últimas romarias
as sardinhas gordas num fumo
de óleo puro
fervendo sobre a brasa
são as últimas sardinhas
para onde vais?
vou para a festa!
e o sorriso como grito
- não me vencem! vou divertir-me!
de onde vens?
venho da festa
e o sorriso
quase desfeito
contradizendo
o pesar
do quanto pesa o dia seguinte
que obriga voltar à realidade
o verão insistindo
quando é quase outono
e tão quentes ambos
a despedirem-se num abraço de sol
e pela madrugada fora dizendo
cada um
essa solidão
premeditada
dos humanos
sem ilação - faz a tua
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