com Jorge Moreira
o poeta diz
não te quero vestida de metáfora,
quero-te verbo
que me sobra dizer? E depois
o joelho
não há pecado no teu joelho,
há convite
sempre fui convidado
e convicto
da maciez madura
como flectes as pernas
e exibes o joelho
redondo
não há vulgar no teu gemido,
há hino
o meu nome
que em tua voz
é blasfema
como posso atrever-me
em fazer do teu gemido por mim
um hino?
sem ilação - faz a tua
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