domingo, 30 de agosto de 2026


virou noite, e quem mais sou?

o poeta diz
não te quero vestida de metáfora,
quero-te verbo


que me sobra dizer? E depois
o joelho

não há pecado no teu joelho,
há convite

sempre fui convidado
e convicto
da maciez madura
como flectes as pernas
e exibes o joelho
redondo

não há vulgar no teu gemido,
há hino

o meu nome
que em tua voz
é blasfema

como posso atrever-me
em fazer do teu gemido por mim
um hino?
   

sem ilação - faz a tua

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